
O conceito de virtualização parece novo, mas a sua origem foi na década de 60, quando a IBM implementou e desenvolveu as máquinas virtuais. Na época, tinha-se o propósito de utilizar de forma simultânea os caríssimos equipamentos mainframe.
Tudo começou por volta de 1965, quando um grupo de pesquisadores da IBM, tentava avaliar os conceitos emergentes do TTS (Time Sharing System). Eles necessitavam de um meio para realizar avaliações e testes, foi então desenvolvida, no IBM Yorktown Research Center, uma forma de dividir as máquinas em partes menores. Estas, por sua vez, tinham a capacidade de fazer o gerenciamento dos seus próprios recursos.
No início dos anos 70, a IBM criou um sistema operacional radicalmente diferente. Este sistema foi originalmente chamado de CP/CMS e posteriormente de VM/370. A sua essência era completar separadamente as duas principais funções que o sistema de TTS podia fornecer: multiprogramação e máquina estendida. O coração do sistema era o Virtual Machine Monitor que proporcionava a multiprogramação e a criação de máquinas virtuais, diferente dos outros sistemas operacionais, cada máquina virtual era uma cópia exata do hardware verdadeiro, incluindo modo núcleo e modo usuário, interrupções e tudo mais que uma máquina real teria.
A virtualização de servidores, tão conhecida e difundida atualmente nos servidores da plataforma x86, tem a sua origem e seus conceitos diretamente relacionados a estas descobertas e pesquisas da IBM. A tecnologia como conhecemos hoje, vem sendo preparada desde os anos 90, mas ganhou a grande massa pelas mãos da VMware, empresa responsável pelo “boom” desta tecnologia, que aliás, foi fundada recentemente, em 1998.
Hoje, é comum falarmos de virtualização de aplicações, de desktops e de storage. Isso evidencia os inúmeros benefícios que a palavra “virtualização” nos traz.
No próximo post sobre virtualização, vou ensinar a criar uma máquina virtual rodando Linux Ubuntu.
Aguardem!
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